Fui ao médico ontem. Na verdade ao pronto socorro (que Namorada não gosta, pois acha que os médicos não dão a devida atenção), pois eu queria atendimento imediato. E o médico me antedeu nos habituais cinco minutos e depois de eu resumir minha saga com a enxaqueca e todos os meus conhecimentos médicos adquiridos na AHAI, ganhei um sermão sobre sempre consultar um médico, 1 hora internado tomando uns remédios na veia e uma receita para comprar um remédio: Naramig.
Continue lendo...Enxaqueca?
Paranóia deliranteHá cerca de dois anos minha oftalmologista sugeriu que eu fosse ao neurologista, pois o quadro é de uma suposta enxaqueca oftálmica, tipo raro e chato de enxaqueca, que pelo menos não causa as cefaléias lancinantes da enxaqueca convencional.
Como sou médico honorário da Associação dos Hipocondríacos com Acesso à Internet – AHAI – fui até a primeira farmácia que encontrei, li várias bulas e comprei o remédio que julguei mais adequado para o meu caso: Naramig.
Desde então, ao ver o primeiro clarão ou quando fico tonto ou enjoado sem razão aparente, compro uma caixa de Naramig e tomo até que os sintomas desapareçam. E normalmente desaparecem. O problema é que essa minha “doença” é de fundo emocional e basta eu me estressar que os sintomas aparecem. E meu atual nível de estresse está me mantendo há dias com todos os sintomas da enxaqueca oftálmica nunca efetivamente diagnosticada da qual sofro.
Como eu já disse por aqui, sou neurótico em nível superior. Tenho mestrado em paranóia e nunca acredito em uma simples virose. Se eu ficar gripado, terei certeza de que estou com gripe suína. Todas as doenças que existem eu já tive, basta eu saber dos sintomas. E por isso eu não leio mais notícias sobre doenças, porque eu consigo criar todos os sintomas e passo a sofrer de qualquer enfermidade da qual eu tiver notícia.
Eu evitei um neurologista esse tempo todo por uma única razão: no fundo eu acho que não tenho enxaqueca. Sempre acreditei que tenho um tumor no cérebro que está crescendo e por isso tenho essas dores. Acho que o tumor está pressionando meu nervo óptico e por isso tenho esses sintomas todos. Só que agora ele já está muito grande e por isso nenhum remédio está dando jeito.
Estou aguardando meus olhos ficarem vesgos ou eu perder parcialmente minha visão. A visão já está muito comprometida, pois não enxergo muito bem desde sábado. Vamos aguardar o estrabismo.
Nova cara
DiversosAproveitando essa onde de mudanças resolvi que era hora de dar uma nova cara ao blog.
Continue lendo...O tema anterior era interessante, mas não transmitia exatamente a idéia que eu queria, que era algo sério, mas que não fosse denso.
Ainda existem elementos a serem melhorados, como a página de links que ficará no topo, onde hoje encontram-se as abas, que não são links porque ainda não aprendi a mexer no tema.
Mas é isso. Não sei se essa será a versão definitiva, mas por enquanto vamos ficar assim...
Update: os links funcionam \o/
Acontecimentos
Desabafos“Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso.
E ainda estou confuso(…)”
Tenho me sentido um pouco como o Zeca Baleiro, tão à flor da pele que qualquer beijo de novela pode me fazer chorar. Ando inquieto, preocupado, angustiado e impaciente.
Antes havia uma indecisão sobre qual caminho seguir, hoje há um obscuro abissal entre o agora e como será tudo depois de uma simples ligação telefônica.
Quando fazemos planos, nos preparamos para o porvir e para uma situação relativamente conhecida. Só que a vida é uma mistura de oportunidades e falta delas, então você precisa saber duas coisas: o que escolher e o que declinar. E por mais que eu esteja me preparando para escolher, sei que não será tão fácil renunciar aos meus planos.
Era tudo muito simples, não fosse a vida sua própria antagonista. Agora rivalizo entre o que eu sou e aquilo que planejei ser, logo vivo num limbo entre memórias e desejos, passado e futuro e a única coisa que sei é que cada dia é um novo tormento.
Porque eu poderia simplesmente continuar minha vida à revelia dos próximos acontecimentos, ao invés de sofrer de véspera. Mas isso é mais fácil quando as escolhas são mais simples ou menos impactantes. E definitivamente há muita coisa em jogo.
Agora é jogar com a paciência e esperar que tudo se resolva.
Minha letra
Versos
Eu já entoei a amargura de domingos sóbrios e me embriaguei com o torpor da solidão. E cada letra que cuspi despiu-me as emoções, transbordando os sentimentos todos que acumulei por falta de opção. E se escrevi num certo tom magoado foi porque quebrei aos tantos cacos meu coração.
Quando escrevo fecho bem os olhos, que é pra ver melhor minh’alma. Mas nem sempre sei porque escrevo. Talvez saudade, ternura, amargura ou desespero, mas sinto que escrevendo alivio o penar do peito. É que quando verso o peito desafoga e arrefece a dor.
E assim, chorando por escrito, exorcizo toda sorte de aflição, mas mantenho-me guardado, que é pra lembrar quais são as pedras que machucam e quais flores têm espinhos.
E ainda que se calem as letras, os versos e anversos, odes não ao sofrimento, mas à vida, não deixarei de sentir nem por um dia o calor do coração que ainda vibra em meu peito. Hoje e sempre por você.
Bifurcação
DesabafosEstou diante de uma grande mudança. O problema da mudança não é mudar, mas as consequências que se desenrolam. Hoje vivo na famosa “zona de conforto”. De certa forma é bom saber como as coisas são, especialmente quando já não existe uma rotina determinada.
Agora a novidade deu as caras e resolveu me perguntar: “e aí, vai me encarar?”. Eu nunca fui lá muito covarde, do contrário, sempre gostei de desafios e apostei no desconhecido. Só que é fácil arriscar quando não se tem nada a perder e hoje, definitivamente, eu tenho.
Posso simplesmente declinar a oferta de viver algo novo e seguir na minha atual falta de rotina. Não, não seria uma escolha ruim, embora eu saiba que estou chegando ao fim da estrada e inevitavelmente a novidade me encontrará logo mais. Então eu posso apenas adiar o inevitável ou exatamente antecipar os acontecimentos. Tudo é uma questão de escolha.
Não fosse eu tão inseguro, a decisão já estaria tomada há tempos. Mas nada é tão simples que não possa ser complicado.
E sendo eu o rei da complicação, vou bagunçar bastante o novelo.
Petit
Boas novas
Gosto de acordar e vê-la ao meu lado. Gosto de vê-la dormindo ou flargrar-lhe vigiando meu sono. E gosto também do cheiro do seu travesseiro e da maneira preguiçosa como, aos poucos, se levanta para mais um dia.
E gosto especialmente das suas coisas misturadas com as minhas. Vestidos, sapatos e roupas menores; cremes, perfumes, brincos e outras miudezas que lhe fazem não só mais linda, como minha.
Mas a semana recomeça sem você, e tudo fica um tantinho mais triste. Não fossem as pequenas partes de ti que permanecem lá em casa, como aquele vestido nuit, suas lentes de contato, a escova de dentes, uma necessaire e suas sandálias, tudo seria realmente muito chato.
Das coisas todas suas que você deixa quando vai embora, a saudade é a única que me incomoda.
Quase sem querer
Novos temposSinto sua falta de forma visceral, da maneira não dos afoitos, mas daqueles que já têm certeza do que querem, como aqueles cuja urgência do amor é maior até que ele mesmo.
Tenho tantas coisas quase ditas que se meu sentimento não fosse inteiro ele até se partia. Eu quase já disse quase tudo, embora o essencial eu tente dizer com as quase lágrimas que eu já deixei cair ou com o olhar que lhe fita faminto de ti.
Sim, tenho guardadas as palavras, não os sentimentos. Porque de todas as maneiras que eu escolhi de não errar, o silêncio foi aquela que eu encontrei para refugiar o excesso cênico de mim.
Talvez porque eu tenha um coração treinado pelo o sofrimento e não pela felicidade; ou então seria a minha maneira homeopática de te mostrar que você é a mulher que reúne em si tudo de mim.
É que assim, quase sem querer, eu quase deixei escapar o que não pode.

